__Pálida, virou-se dizendo: "- E você, o que é?" Imediatamente eu não soube responder, ao passo que seu talento aumentava em 1 xp.
__Levantei-me e fui ao banheiro pensar. Calculista, mirava no chicletes grudado ao vaso. Simulando uma punheta respondia a pergunta por performance.
Ao re-tomar, sorri, e deixei que a dúvida se voltasse contra sua própria branquice.
28 novembro 2005
27 novembro 2005
Preta (a cor)
__Aos quarenta e nove minutos e trinta do segundo tempo o silêncio emergia solene. De pasmo e assombro eu, que nunca fui disso, tive vontade de não sei o quê.
19 novembro 2005
Sobre o tempo

Ou eu muito me engano ou o verão mal dá indícios de vida com o sol a[s]cendente, antes torrentes [momento do dia antes do anoitecer], que quase verpertinas exprimem a condição humana da natureza: a paradoxonia.
Tempo bom com possibilidade de chuva no fim da noite. O sol? Este há de brilhar mais uma vez.
Tempo bom com possibilidade de chuva no fim da noite. O sol? Este há de brilhar mais uma vez.
05 novembro 2005
Isso são águas passadas. O que resta visível é apenas um filete mal-navegável, decrépito. Rio nem mais transborda, nem mais há chuvas, torrentes, maremotos, enxurradas, lágrimas. O máximo de emoção surge quando o pingo do colírio no olho derrama-se rosto abaixo simulando choro. Há verbos, porém. O navegante passa deitado em sua proa: canoa qualquer. O vento ofegante, seco, custa a dar-lhe significado. As duas margens nele se encostam, isomórficas, ondulantes, dispersando o engodo indesejável. Às três e meia insetos madrugados como grilos e cigarras estridulam à expectativa de encontrá-lo vivo. Em vão.
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